A lágrima que brotou de uma nascente

Hey, mulheres, hoje vim falar de algo que venho acolhendo em meu coração: coração de mulher é cheio de mistérios, é um oceano profundo. Quanta coisa se passa dentro de nós e que sequer compartilhamos com alguém? Hoje acordei com algumas mensagens de uma querida amiga desabafando, dando seu depoimento do quanto se sente masculina em suas ações e do quanto tem necessitado de espaços de silêncio profundo para ouvir sua intuição. Me tocou tão profundamente ela poder ter parado para enviar aquela mensagem em meio ao turbilhão de coisas que tem feito. Sua fala de alguma maneira também é a minha e a de muitas de nós. Para encontrarmos nosso Ser Feminino, vamos precisar trilhar um Caminho para ativá-lo, acordar seus registros em nós. E como acordamos esses registros? Para acordar registros ancestrais precisamos ativar nossa chama interior em dois pontos principais do nosso corpo. No coração e no ventre. A Sophia (deusa da sabedoria) ancora em nós nesses pontos do corpo físico e sutil. O fogo precisa estar ativo dentro de nós, senão corremos o risco da falta de energia se instalar, nos tirando do eixo, do nosso centro (deusa Tara – centralização). Tenho tocado em muitas mulheres quando realizo o trabalho de alinhamento energético e seus ventres me contam muitas vezes que estão desativados, frios. Reflita comigo: existe algo no Universo que é gerado no frio? Toda a vida necessita do calor para ser gerada. Você percebe a urgência de ativarmos nossos úteros? Porque será que tantas de nós não estamos conseguindo engravidar? Ou criar? Ou ter discernimento? Tudo isso não precisa de luz? De fogo? E como fazemos isso? Ativando primeiro os registros da Deusa em nosso coração. Não podemos ativar nosso ventre criativo e intuitivo se não ativarmos o nosso coração, se não o acolhemos, se não paramos para sentir como minha amiga fez. Em seu relato, em um momento suas lágrimas vieram como um manancial de emoções guardadas ou até escondidas para não ser julgada talvez. Para mim, essa qualidade de lágrima, esse lugar no qual ela brotou, é uma nascente.
“O coração que sente faz nascente aquilo que nutre silenciosamente”.

Post navigation

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *